Na nossa rotina diária é difícil encontrarmos um tempo para nos cuidar, não é mesmo? Estamos sempre correndo de um lado para outro e nos deixamos em segundo plano. Porém, o self-care é importantíssimo para que possamos viver em plenitude, cuidarmos do outro e também do mundo onde vivemos.

Em uma pesquisa realizada pela American Psychological Association, em 2018, 45% dos entrevistados afirmaram não dormir direito, ou seja, têm insônia devido ao estresse. Esse sentimento, essa pressão que todos sentem se deve ao nosso comportamento atual como sociedade. Queremos tudo de forma rápida e para alcançarmos isso acabamos nos negligenciando em diversos aspectos, e um deles é exatamente o autocuidado. Você tem cuidado de você mesmo?

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Mas o que significa self-care?

O conceito de self-care, ou autocuidado em português, vai muito além do cuidado físico. Nós, como seres complexos, inteligentes e emocionais precisamos prestar atenção em três campos:

  • Saúde Emocional;
  • Saúde Física;
  • Saúde Espiritual.

O self-care é cuidar desses campos para que possamos viver uma vida plena e de qualidade. Além disso, é nos cuidando que podemos cuidar do próximo e das coisas ao nosso redor.

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Saúde Emocional.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, “Saúde é um estado de bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doenças”. Essa definição nos faz perceber que para termos um emocional saudável precisamos olhar não apenas para os sentimentos, mas também para o nosso meio social e físico.

Quem nunca sentiu um nó na garganta mesmo estando bem fisicamente? Isso é o nosso emocional dizendo que algo está nos incomodando. É um sinal de alerta! Um sinal de que algo não está certo e que requer nossa atenção.

Muitas vezes, com nossa rotina corrida, nos atarefamos tanto que acabamos camuflando esses sentimentos. Quando nos encontramos sozinhos ou acompanhados a noite, quando paramos para dormir é quando eles vêm com força total. É nesse momento que percebemos que precisamos lidar com o que não está bem. É quando, então, não dormimos bem, temos insônia ou ficamos acordando de hora em hora.

Apesar disso, é possível, sim, termos uma boa saúde emocional. Existem diversas coisas que podemos fazer para nos ajudar a deixar para trás os ciclos de negatividade. Mas isso falaremos daqui a pouco. Antes abordaremos um pouco sobre a saúde física e espiritual.

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Saúde Física.

A saúde física é aquela acerca do seu corpo, do seu organismo. Sua definição é bem simples: um corpo que não tem doenças e com metabolismo em pleno funcionamento. Cuidar da saúde física é mais simples do que a emocional, apesar de ambas precisarem de algo incomum:

  • Ter autoconhecimento.

Se conhecer é fundamental para saber que se nós comermos um peixe, sendo alérgicos, teremos uma reação que nos fará precisar de remédios e tratamentos. Ter conhecimento do seu próprio corpo é entender que pode ser feito agachamento, polichinelo e qualquer exercício físico tomando os cuidados com a sobrecarga da nossa estrutura física. É saber até onde podemos nos exercitar sem nos machucarmos. Resumindo: é prestar atenção ao nosso corpo, nos conhecermos bem e fazermos tudo o que está ao nosso alcance para manter nossa saúde.

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Saúde Espiritual.

Muitos podem achar bobagem, porém, a saúde espiritual impacta na nossa qualidade de vida. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, percebeu que as pessoas que praticam alguma religiosidade ou prática espiritual vivem 29% a mais, em média, daquelas que não praticam. É comprovado pela ciência que a espiritualidade é um recurso que aumenta a frequência dos pensamentos positivos que, consequentemente, aumentam as emoções positivas reduzindo assim o estresse, a ansiedade, a depressão, entre outras doenças. É como um grande suporte que nos ajuda a enfrentar os problemas maiores.

Cuidar do espiritual não é difícil. E assim como na saúde emocional e física é preciso nos conhecermos para sabermos o que funcionará com a gente, o que condiz com o que acreditamos.

Agora que sabemos o conceito de cada um dos campos que impactam na nossa qualidade de vida, é hora de darmos algumas dicas de self-care. Afinal, está na hora de olharmos um pouco mais para nós mesmos, não concorda?

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Dicas de self-care.

Não é difícil cuidarmos de nós mesmos. Muitos de nós, apesar de querermos ter um tempinho para aliviarmos nosso estresse e nos cuidarmos melhor, acabamos sucumbindo com a rotina e mergulhando de cabeça num ciclo destrutivo. Para que isso não aconteça podemos tomar algumas atitudes. Antes de mais nada, é preciso separarmos um momento para nós mesmos, um momento em que seremos somente nós na nossa própria companhia. Separando esse tempo, mesmo que seja uma horinha antes de dormir, podemos então parar tudo e escolher coisas que gostamos de fazer que nos ajudarão a nos cuidar melhor, como por exemplo:

  • Meditar: a meditação é um ótimo aliado a saúde emocional e espiritual. Ela nos ajuda a nos conectar com o nosso interior e nos conhecer melhor. Além disso, auxilia também na redução de estresse, ansiedade, insônia, entre outras enfermidades;
  • Fazer uma boa ação: fazer o bem sem olhar a quem é algo que costuma despertar um bem estar enorme. É por isso que muitas pessoas ajudam lares de idosos, orfanatos, moradores de rua. Além de ajudar o próximo, nós estamos ajudando a nós mesmos;
  • Cuidar do nosso corpo: separar um tempo para cuidar da nossa pele e do nosso corpo não faz bem apenas para a saúde física. Os exercícios liberam hormônios que nos fazem sentir bem. Já o cuidado com a pele, apesar de não liberar esses hormônios do bem estar, ao vermos os resultados ficamos felizes e satisfeitos;
  • Tirar um tempo para não fazer absolutamente nada: com a tecnologia na ponta dos nossos dedos estamos sempre fazendo alguma coisa. Não nos permitimos mais ficar entediados, não permitimos mais a permanência do ócio. Mas você já ouviu falar no ócio criativo? Um tempo para não fazer nada, às vezes, é tudo o que precisamos;
  • Detox das redes sociais: muitas vezes, as redes sociais se tornam tóxicas. Por isso, fazer um detox é essencial para reduzir nossa insatisfação, estresse e ansiedade. A grama do vizinho pode até ser mais verde nas redes sociais, mas será que realmente o é? Não podemos acreditar em tudo que está na internet, façamos um detox e permaneçamos um tempo off-line. Seguirmos perfis que nos motivem é o ideal, já aqueles que despertam sentimentos ruins um bom unfollow é a solução;
  • Voltar a fazer o que gostamos: quando somos engolidos pela rotina deixamos de fazer o que realmente gostamos. Então, uma das propostas do self-care é nos fazer voltar os olhos para nós mesmos e assim, e redescobrir o que faz nos faz feliz.

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Dicas para inspirar o outro a se cuidar.

Agora que aprendemos a cuidar de nós mesmos que tal ajudarmos e inspirarmos os outros a fazerem o mesmo?

Quando estamos bem com a gente mesmo conseguimos transparecer para o outro. Esses, com o tempo, passam a nos olhar de forma diferente. Com isso, podemos ajudá-los e inspirá-los a cuidarem de si mesmos, assim como fizemos com a gente. Para isso podemos:

  • Ouvir e nos mostrarmos presentes: antes de poder inspirar o outro precisamos conhecer seus problemas. E para isso, a melhor coisa é saber ouvir com atenção e empatia;
  • Trocar experiências: assim como nos motivamos e inspiramos a ouvir a experiência alheia, as pessoas também o fazem com a nossa história, nossa experiência. Essa troca enriquece muito tanto a vida do próximo quanto a nossa;
  • Nada de sermos autoritários: muitas vezes, podemos impor nossas ideias e pensamentos. Porém, para inspirar o outro não podemos ser autoritários, precisamos fazer o contrário. Nessas situações, precisamos ser maleáveis e facilitar de alguma forma para o outro, assim como se solidarizar com o que ele está passando.

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Conclusão

Não importa quais serão as atividades ou o que faremos para nos autocuidar. O principal é percebermos a importância de olharmos com amor e cuidado a nós mesmos e começarmos a fazer algo por nós. Agora que entendemos isso, que tal fazermos de 2020 o ano do autocuidado?

Referências:
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3671693/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20812027