Uma das imagens mais bonitas que existem é a de uma mãe amamentando seu bebê. Além de ser um ato de amor, a amamentação reforça os laços entre os dois e é o alimento ideal, pois tem a quantidade certa de nutrientes que são facilmente digeridos pelo bebê, fazendo com que ele cresça forte e saudável.

E para reforçar a importância deste ato, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1948, o Dia Mundial da Amamentação, comemorado em 1º de agosto, e que abre a Semana Mundial de Aleitamento Materno.

Veja agora 11 dos principais benefícios da amamentação para as mães e os bebês:

1 –  Nutrição ideal


Os médicos recomendam que a amamentação deve ser a fonte de alimentação exclusiva do bebê pelo menos nos seis primeiros meses de vida. Depois desse período, o leite materno deve ser administrado por pelo mais um ano, junto com os outros alimentos introduzidos na dieta.
O leite materno contém tudo o que o bebê precisa para os primeiros seis meses de vida, nas proporções certas. Sua composição muda de acordo com as necessidades do bebê, especialmente durante o primeiro mês.
Durante os primeiros dias após o nascimento, os seios produzem um fluido grosso e amarelado chamado colostro. Ele é rico em proteínas, tem baixo teor de açúcar e é rico em compostos benéficos para o bebê. Além disso, o colostro ajuda a desenvolver o trato digestivo imaturo do recém-nascido.

Após essa fase, à medida que o estômago do bebê cresce, os seios começam a produzir quantidades maiores de leite.

Mas atenção: em relação à vitamina D, a menos que a mãe tenha uma ingestão muito alta desta substância, pode ser que o leite não forneça o suficiente para o bebê. Para compensar esta deficiência, a mãe pode suplementar com vitamina D a partir da segunda à quarta semana do nascimento.

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2. Fornece anticorpos


O leite materno, principalmente o colostro, é rico em anticorpos que ajudam o bebê a combater vírus e bactérias. Nos primeiros dias este leite fornece altas quantidades de imunoglobulina A (IgA), e vários outros anticorpos. Funciona da seguinte forma: quando a mãe está exposta a vírus ou bactérias, começa a produzir anticorpos que são secretados no leite materno e passados para o bebê durante a alimentação.
A IgA protege o bebê de doenças formando uma camada protetora no nariz, garganta e sistema digestivo do recém-nascido.
Por esta razão, mães que amamentam com a gripe podem fornecer anticorpos aos seus bebês que os ajudem a combater o patógeno que está causando a doença.
Vários estudos mostram que os bebês não amamentados são mais vulneráveis a problemas de saúde como pneumonia, diarreia e infecções.

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3. Reduz o risco de doenças

A amamentação pode reduzir o risco de doenças incluindo:

–  Infecções do ouvido médio: três ou mais meses de amamentação podem reduzir este risco em 50%;

– Infecções respiratórias: ministrada por mais de quatro meses, a amamentação reduz o risco de hospitalização por essas infecções em até 72%;

– Resfriados e infecções:  bebês amamentados por seis meses podem ter um risco 63% menor de pegar resfriados graves e ter infecções na orelha ou garganta;

– Infecções intestinais: o aleitamento materno está associado a uma redução de 64% nas infecções intestinais;

– Dano no tecido intestinal: o leite materno pode reduzir em aproximadamente 60% a incidência de enterocolite necrotizante; 

– Síndrome da morte súbita do lactente (SMSL): a amamentação está ligada a um risco menor da ocorrência desta síndrome em 50% após um mês em 36% no primeiro ano

– Doenças alérgicas: a amamentação durante pelo menos três a quatro meses pode reduzir a asma, dermatite atópica e eczema em até 42%;

– Doença celíaca: bebês amamentados apresentam um risco 52% menor de desenvolver doença celíaca;

– Doença inflamatória do intestino: o leite materno por reduzir em 30% a probabilidade desta doença na infância;

–  Diabetes: o aleitamento está ligado à redução do risco de diabetes tipo 1 (em até 30%) e diabetes tipo 2 (em até 40%);

– Leucemia infantil: bebês amamentados por seis meses ou mais podem ter uma redução do risco desta doença em até 20%;

Além disso, os efeitos protetores da amamentação podem durar da infância até a idade adulta.

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4. Peso saudável


A amamentação promove o aumento de peso saudável do bebê e ajuda a prevenir a obesidade infantil. Estudos mostram que as taxas de obesidade são de 15 a 30% menores em bebês amamentados.

A duração do aleitamento também é importante, pois cada mês de amamentação reduz o risco de obesidade na infância em 4%. Isso pode ser explicado pelo desenvolvimento de diferentes bactérias intestinais benéficas, que regulam o armazenamento de gordura. Além disso, esses bebês produzem mais leptina, um hormônio chave que regula o apetite. E mais: os bebês ingerem o leite materno somente até satisfazer sua fome, o que os ajuda a desenvolver padrões saudáveis de alimentação.

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5. Pode tornar as crianças mais inteligentes

Alguns estudos sugerem que pode haver uma diferença no desenvolvimento do cérebro entre bebês amamentados e os que ingeriram outros nutrientes.
Essa diferença pode ser explicada pela intimidade física e o contato visual entre a mãe e o bebê. Além disso, outro estudo indica que bebês amamentados têm pontuações maiores de inteligência, são menos propensos a desenvolver problemas de comportamento e aprendem melhor à medida que envelhecem. 

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6. Pode ajudar na perda de peso

Enquanto algumas mulheres ganham alguns quilos durante a amamentação, outras perdem peso sem esforço. É que embora a amamentação queime cerca de 500 calorias por dia, nessa fase o equilíbrio hormonal do corpo é muito diferente do normal.

Devido a essas mudanças hormonais, algumas mulheres que amamentam, têm um aumento do apetite e podem ser mais propensas a armazenar gordura para a produção de leite. Apesar disso, após três meses de lactação, elas poderão ter um aumento na queima de gordura e emagrecer.
Um estudo divulgou que, em cerca de três a seis meses após o parto, as mães que amamentaram perderam mais peso do que as mães que não amamentam.
O importante lembrar que isso varia muito de uma mulher para outra e que a dieta e o exercício físico são determinantes na quantidade de peso que a mãe perderá, seja ela lactante ou não.

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7. Ajuda a contrair o útero

Durante a gravidez, o útero cresce bastante, ocupando quase a totalidade da cavidade abdominal. Após o parto, ele passa por um processo chamado involução, o que o ajuda a retornar ao seu tamanho anterior. Esse processo é realizado com ajuda da oxitocina, um hormônio que aumenta durante a gravidez. Durante o trabalho de parto, o corpo secreta altas quantidades deste hormônio, tanto para facilitar a saída do bebê quanto para reduzir o sangramento.
A oxitocina também aumenta durante a amamentação, incentivando as contrações uterinas para que ele volte ao seu tamanho normal.
Estudos também mostraram que, mães que amamentam, têm menos perda de sangue após o parto e uma involução mais rápida do útero.

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8. Menor risco de depressão

A depressão pós-parto afeta até 15% das mães. No entanto, mulheres que amamentam podem ser menos propensas a desenvolver essa doença em comparação com as mães que se desmamaram cedo ou não amamentaram.
Uma das mudanças mais evidentes no pós-parto, é o aumento da quantidade de oxitocina produzida durante o parto e amamentação. A oxitocina pode ter efeito ansiolítico a longo prazo e também está ligada à região no cérebro que promove a nutrição e o relaxamento.
Esses efeitos também podem explicar, em parte, por que as mães que amamentam têm menor taxa de negligência materna, em comparação com as que não amamentam.

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9. Pode reduzir o risco de câncer

A amamentação pode fornecer à mãe uma proteção, a longo prazo, contra o câncer e várias outras doenças. Estudos mostram que o tempo gasto na amamentação está associado a um risco menor de câncer de mama e ovário. Segundo os dados da pesquisa, as mulheres que amamentam por mais de 12 meses durante a vida, têm um risco 28% menor de câncer de mama e de ovário. Cada ano de amamentação está associado a uma diminuição de 4,3% no risco de câncer de mama.
Estudos recentes também indicam que a amamentação pode proteger contra a síndrome metabólica, que aumenta o risco de doenças cardíacas e outros problemas de saúde.

Outra vantagem é que as mulheres que amamentaram durante os dois primeiros anos, têm um risco menor de 10 a 50% de ter pressão arterial elevada, artrite, taxas altas de gorduras no sangue e diabetes tipo 2.

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10. Pode suspender a menstruação

A amamentação interrompe a ovulação e a menstruação. É a maneira encontrada pela natureza para garantir que haja algum tempo entre gestações.

Algumas mulheres até usam esse período como controle de natalidade, mas é bom lembrar que este não é um método efetivo.

A vantagem para a mãe, é que ela pode desfrutar do tempo precioso com seu recém-nascido sem ter que se preocupar com cólicas e incômodos “daquele momento do mês”.

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11. Economiza tempo e dinheiro

Para completar a lista, a amamentação é completamente gratuita e requer pouco esforço. Ao optar por amamentar, você não precisará:

– gastar dinheiro com alimentos;

– calcular a quantidade de leite que seu bebê precisa beber diariamente; –  gastar tempo limpando e esterilizando mamadeiras;

– misturar e aquecer mamadeiras no meio da noite (ou do dia);

–  descobrir maneiras de aquecer as mamadeiras enquanto estiver em fora de casa.

O leite materno está sempre à temperatura certa e pronto para beber.

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Finalizando, se você não for capaz de amamentar, dê ao seu bebê alimentos nutritivos específicos para esta fase da vida. As “papinhas” poderão fornecer a seu bebê os nutrientes que ele ou ela precisa. No entanto, o leite materno é o alimento ideal e cria laços fortes entre a mamãe e o bebê. Então, se puder, opte sempre pela amamentação.

Quem ama, amamenta! Então aproveite essa fase linda da sua vida e alimente seu bebê com leite materno e muito carinho. Ele vai crescer forte e saudável e os laços entre vocês ficarão ainda mais fortes!

Referência:

authoritynutrition.com