Você que é mãe sabe que um dos momentos de maior intimidade e amor com seu bebê é na hora da amamentação, certo? É através do leite materno que ele recebe todos os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento.

Mas muitas mães têm dúvidas sobre o assunto: por quanto tempo amamentar, como armazenar o leite e por quanto tempo, entre outras.

Neste texto vamos responder estas e outras questões e aproveitar a oportunidade para lembrar o 1º de agosto, que abre a Semana Mundial de Aleitamento Materno.

Aproveite a data para tirar as principais dúvidas sobre o assunto:

1 – Por quanto tempo devo amamentar?

De acordo com uma pesquisa publicada em “Pediatric Clinics” (EUA), a alimentação exclusiva com leite materno nos primeiros seis meses de vida até os dois anos ou mais, é reconhecida como o padrão para a alimentação infantil.

Outro estudo publicado pela Academia Americana de Neurologia, descobriu que mães que amamentam por mais tempo podem ter um risco menor de desenvolver esclerose múltipla.

2 – Como deve ser a alimentação das mães para aumentar o conteúdo nutricional do leite materno?

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Estudos da Universidade de Munique, na Alemanha, descobriram que o perfil de ácidos graxos do leite materno varia em relação à dieta materna, particularmente quando as mães ingerem muitos ácidos graxos ômega-6 e em detrimento dos ácidos graxos ômega-3.

O ideal é equilibrar o consumo de ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 reduzindo a quantidade de carne, produtos lácteos, óleo de amendoim, óleo de soja, óleo de cártamo e óleo de gergelim ingeridos diariamente.

Então, as lactantes devem ingerir muitos alimentos com ômega-3, como sementes de chia, sementes de linhaça, nozes, salmão selvagem, atum, gema de ovo ou bons suplementos existentes no mercado.

Saiba mais sobre a proporção de ômega 6 e 3

3 – Os bebês amamentados precisam tomar vitaminas?

Como as vitaminas e os minerais do leite materno variam de acordo com a dieta da mãe e das reservas corporais, os pesquisadores sugerem que elas continuem a tomar multivitaminas durante a lactação.

Os níveis de vitamina D são baixos no leite materno, particularmente para as mães que recebem pouca exposição ao sol, por isso os pediatras recomendam que os bebês amamentados recebam um suplemento líquido de vitamina D para evitar uma deficiência deste nutriente.

Estes suplementos contêm grandes quantidades de vitaminas solúveis em água e lipossolúveis que satisfazem as doses diárias recomendadas para o seu bebê.

Estas informações são de estudos do Departamento de Ciências Nutricionais da Universidade de Winconsin (EUA).

4 – Como armazenar o leite materno?

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A primeira providência é ter uma bomba de sucção própria para retirada do leite diretamente do peito que pode ser comprada em farmácias.

Depois de retirado, coloque o conteúdo em frascos esterilizados e os coloque na geladeira ou freezer.

É normal haver diferenças na consistência e no aroma entre leite retirado na hora e o armazenado. Pode ser também que o leite armazenado se separe em camadas, com o creme subindo até o topo.

Se isso acontecer, antes de alimentar o bebê com este leite (armazenado), agite suavemente a garrafa aquecida para misturar as camadas novamente.

Também é possível adicionar pequenas quantidades de leite materno resfriado no mesmo recipiente refrigerado ao longo do dia, mas evite adicionar leite morno ao leite já resfriado.

Quando você armazenar o leite no freezer, deixe espaço no saco de armazenamento porque os líquidos se expandem quando congelados, e escreva as datas nos sacos e use primeiro o leite mais velho.

5 – Por quanto tempo posso armazenar o leite materno?

É seguro armazenar o leite materno das seguintes formas:

– Em temperatura ambiente por quatro a seis horas (18 a 25 graus Celsius)

– Na geladeira por 24 horas (15 graus Celsius)

– No freezer por três a seis dias (4 graus Celsius)

– No congelador por seis a 12 meses (-17 graus Celsius)

Mas atenção! O armazenamento de leite materno não aumenta a possibilidade de contaminação bacteriana no leite armazenado. No entanto, o valor nutricional do leite materno pode ser alterado.

Uma pesquisa publicada no “Archives of Disease in Childhood Fetal and Neonatal Edition”,  revelou que o tempo de armazenamento do leite materno deve ser limitado a 48 horas, a fim de preservar a atividade antioxidante do mesmo.

Além disso, o estudo mostrou que o congelamento do leite materno resultou em uma diminuição maior de antioxidantes do que a refrigeração.

Pesquisas feitas na Espanha, testaram o leite materno refrigerado e congelado durante um período de 90 dias. Eles descobriram que, após três meses do congelamento do leite materno, houve um declínio relevante e significativo na concentração de gordura e conteúdo energético do alimento.

Com base nesta pesquisa, o ideal é usar o estoque congelado de leite materno para emergências ou quando o bebê começar a comer sólidos que lhe forneçam os nutrientes de que ele precisa.

6 – O leite materno perde valor nutricional quando é armazenado para uso posterior?

De acordo com uma pesquisa publicada no “International Breastfeeding Journal”, o armazenamento pode reduzir a concentração de vitamina C para menos de 40% da ingestão diária recomendada para o bebê. O estudo incluiu a análise de quatro sistemas de armazenamento que foram amostrados após 20 minutos de retirada do leite.

7 – Como aquecer ou descongelar o leite materno?

A primeira orientação é jamais colocar o leite no forno de micro-ondas. Isso altera sua composição e pode causar queimaduras graves na boca do bebê devido às altas temperaturas que o líquido pode chegar.

Para descongelar o leite mais rapidamente, coloque-o em banho maria por cerca de 20 minutos até que ele atinja a temperatura do corpo.

Para aquecer o leite que foi armazenado na geladeira, deixe-o na temperatura ambiente por três a seis horas ou em uma tigela com água morna.

O leite descongelado é seguro para o consumo do bebê na geladeira por 24 horas, mas ele não deve voltar a ser congelado.

8 – O álcool afeta o leite materno?

A ingestão de álcool pela mãe durante a amamentação não chega a ser proibido pelos médicos, mas não é recomendado.

Isso porque o álcool ingerido pela mãe pode ser passado para o bebê através do leite. Além disso, quanto maior a quantidade de bebida, maior será a quantidade desta substância no leite.

Outro motivo para que as lactantes não consumam álcool: um estudo publicado no New England Journal of Medicine, revelou que o álcool inibe a produção do hormônio prolactina, responsável pela produção do leite, além de poder alterar o cheiro e o sabor do mesmo.

9 – A cafeína afeta o leite materno?

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Um estudo da Universidade de Pelotas (PR) sugere que o consumo de cafeína durante a gravidez e por lactantes não tem consequências sobre o sono de bebês com a idade de 3 meses.

No estudo, as crianças de até 3 meses de idade não conseguiram metabolizar a cafeína quando as mães bebiam cerca de três xícaras de café por dia.

No entanto, outros estudos mostram que alguns bebês e crianças podem ser sensíveis à cafeína e apresentar maior irritabilidade e distúrbios do sono quando expostas à cafeína do leite materno.

A recomendação, é que as mães bebam cafeína com moderação e muita água ao longo do dia – tanto para se manterem hidratadas quanto para evitar altas doses de cafeína no organismo.

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Além de reforçar os laços entre mãe e bebê, a amamentação tem ainda inúmeros benefícios para a saúde. Entre eles estão:

  • Contém anticorpos: O leite materno, principalmente o colostro, é rico em anticorpos que ajudam o bebê a combater vírus e bactérias;

 

  • Reduz o risco de doenças como infecções de ouvido, intestinais e respiratórias, resfriados, doenças alérgicas e até leucemia;
  • Ajuda na manutenção do peso saudável do bebê;
  • Pode tornar as crianças mais inteligentes;

Saiba mais sobre os benefícios da amamentação para a mamãe e o bebê

Dica: Se você está amamentando, procure o banco de leite da sua cidade! Lá você vai encontrar especialistas que vão te dar todas as orientações de que você precisa!

Se você gostou deste conteúdo, repasse para as mães que estão amamentando. Elas vão ficar agradecidas e seus bebês ainda mais saudáveis! Afinal, compartilhar saúde é vital!

Referências
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Hanna, N. (2004). Effectofstorageonbreastmilkantioxidantactivity. ArchivesofDisease in Childhood – Fetal and Neonatal Edition, 89(6), F518–F520.
García-Lara, N. R., Escuder-Vieco, D., García-Algar, O., De la Cruz, J., Lora, D., &Pallás-Alonso, C. (2012). EffectofFreezing Time onMacronutrientsand Energy ContentofBreastmilk. Breastfeeding Medicine, 7(4), 295–301.
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