A gravidez é um momento único na vida de uma mulher! Depois da grande notícia, a primeira preocupação é com a saúde dela e do bebê. E para ajudar nessa importante tarefa, separamos dois nutrientes indispensáveis para uma gestação saudável: o ácido fólico e o ômega 3. Veja os benefícios de cada um e como eles agem no organismo da mamãe e do bebê!

1 – Ácido Fólico

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O ácido fólico (também conhecido como folato ou vitamina B9) é uma vitamina que ajuda no crescimento e proteção das células do corpo.

Como o ácido fólico é muito importante nos primeiros estágios da gravidez, é preciso começar a ingeri-lo antes mesmo da concepção. Isso porque no início da gravidez, o ácido fólico desempenha um papel importante no desenvolvimento do tubo neural do feto.

Mas o que é o tubo neural?

É uma estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal e que começa a se formar com apenas três semanas de gestação.

Quando este tubo não se fecha adequadamente, acontece o  DTN (defeito do tubo neural).

Alguns exemplos de DTN são a espinha bífida, anencefalia (ausência de parte do cérebro) e encefalocele (parte do cérebro que cresce fora do crânio).

E mais: um estudo publicado no New England Journal of Medicine, revelou que a ingestão de ácido fólico pela futuras mães pode prevenir defeitos cardiovasculares e defeitos do trato urinário.

A pesquisa também mostra que a suplementação de ácido fólico no início da gravidez pode ajudar a prevenir a fissura labial e fissura palatina. Esses defeitos congênitos ocorrem quando partes da boca e do lábio não se fundem adequadamente durante as primeiras seis a 10 semanas de gravidez.

Como ingerir ácido fólico?

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O ácido fólico é encontrado em vegetais verde escuros como espinafre e couve, vegetais folhosos (alface), frutas cítricas, grãos integrais e outros alimentos. Hoje no Brasil, as farinhas brancas, massas e farinha de milho são fortificadas com ácido fólico.

Qual a dosagem indicada?

A quantidade de ácido fólico suficiente para prevenir e evitar problemas ao feto, foi determinada pelo CDC (Centers of Disease Control and Prevention), órgão de saúde dos EUA:  mulheres que planejam engravidar ou que estejam em idade fértil devem tomar 400 microgramas de ácido fólico diariamente.

2 – Ômega 3

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Este nutriente também promove muitos benefícios para as mulheres: ele ajuda na fertilidade, gestação e até durante a amamentação, melhorando a saúde do recém-nascido! Veja:

Fertilidade

Uma ótima notícia para as mulheres que estão tentando engravidar. Segundo um estudo apresentado na American Society of Reproductive Medicine, o ômega 3 do óleo de peixe pode aumentar a fertilidade, reduzindo a inflamação, equilibrando hormônios e regulando os ciclos. Além disso, ele pode ser eficaz no tratamento de condições como síndrome de ovário policístico e endometriose, fatores que podem causar infertilidade.

Durante a gravidez

De acordo com um estudo do “Department of Obstetrics and Gynecology, Brigham and Women’s Hospital” os ácidos graxos ômega 3 se mostraram essenciais para o desenvolvimento visual, cognitivo e neurológico do bebê. Além disso, a ingestão de EPA e DHA tem se mostrado importante para prevenir o trabalho de parto precoce, diminuir o risco de pré-eclâmpsia e da depressão pós-parto.

A ingestão do ômega 3 pela mãe é muito importante: como a dieta ocidental é deficiente neste nutriente, durante a gravidez, a mãe acaba “dividindo-o” com o feto, podendo acarretar na falta desta substância para ela.

Amamentação

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Os recém-nascidos e bebês em fase de amamentação, podem receber este nutriente através da mãe pelo leite materno e até mesmo antes do nascimento, pela placenta. Isso melhora o sistema imunológico do bebê que fica mais protegido contra doenças.

Recém-nascidos

Bebês alimentados com fórmulas com suplemento DHA, apresentam melhores resultados nos testes de reconhecimento facial do que aqueles que não receberam esta substância. Este é um dos resultados de um estudo do Núcleo de Estudos da Saúde da Criança e do Adolescente,  do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

E mais: o ômega 3 pode trazer muitos benefícios para bebês como: desenvolvimento do cérebro (e da inteligência) e melhora da coordenação motora e da visão. A explicação dos pesquisadores, é que as gorduras representam 60% do cérebro e do sistema nervoso do corpo, e o DHA é o principal componente da estrutura do tecido cerebral.

Crianças

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O DHA é particularmente importante nos dois primeiros anos de vida e primeira infância. Isso porque entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro humano aumenta aproximadamente 3,5 vezes na sua massa total.

Dessa forma, esse ácido graxo ômega 3, pode ajudar no desenvolvimento do cérebro (e da inteligência), pois desempenha um papel importante no desenvolvimento do sistema nervoso central e na transmissão dos sinais nervosos pelo corpo.

Estudos sugerem ainda que este ácido graxo ômega 3 de cadeia longa, tem tanto impacto no cérebro em desenvolvimento, que poderia até determinar o quão bem as crianças poderão se sair mental e socialmente!

E mais: pode ajudar as crianças a terem mais atenção em sala de aula e a melhorar o raciocínio, já que este ácido graxo essencial é benéfico para uma área cognitiva e comportamental dos pequenos.

Mais uma boa notícia: já existe no mercado um suplemento de ômega 3 produzido especialmente para as crianças a partir de 4 anos!

Maternidade

Toda mãe sabe que cuidar das crianças é cansativo e que para “dar conta do recado” é preciso estar sempre bem-disposta. O óleo de peixe pode ajudar nessa tarefa pois fortalece o sistema imunológico, evitando que a mãe fique sujeita a doenças como asma, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, artrite, entre outras.

Qual a quantidade necessária desse alimento?

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A Comissão Europeia recomenda que as mulheres grávidas e lactantes consumam um mínimo de 200 mg de DHA por dia, o que corresponde de uma a duas porções de peixes ricos em gorduras ômega 3 por semana. Já a quantidade de EPA deve ser de 205 mg, de acordo com a American Pregnancy Association.

Mas se você está preocupada em não conseguir consumir esta quantidade de peixe, pode optar por cápsulas de óleo de peixe, muitas delas são específicas para mulheres grávidas. Para isso, consulte seu médico ou nutricionista, pois este profissional poderá lhe indicar a melhor forma de ingerir esta substância.

Lembrando que a única forma que o feto tem de receber o ômega 3 é através da alimentação da mãe. A quantidade ideal desta substância ingerida pela gestante, influi diretamente na qualidade da formação do feto, principalmente no desenvolvimento do cérebro.

Algumas mães abrem as cápsulas com ômega 3 e colocam na papinha dos seus bebês, mas isso não é uma recomendação médica.

Mas precisa ser peixe?

Não necessariamente. Existem muitas alternativas para o consumo de ômega 3 que são opções sustentáveis e que não interferem na cadeia alimentar. De acordo com a Universidade e Centro Médico de Maryland, as algas marinhas são uma boa fonte de DHA para os vegetarianos e veganos, por exemplo.

Outras fontes de ômega 3 incluem algas, nozes, óleo e sementes de linhaça e chia. Só que existe uma diferença: o ômega 3 de origem animal – como o encontrado em peixes de águas frias e profundas – é conhecido como EPA e DHA. Já o ômega 3 da linhaça, de origem vegetal, é conhecido como ALA.

Se optar por suplementos, preste muita atenção ao escolher o produto. As concentrações de ômega 3, assim como a qualidade, variam tanto quanto as suas enormes diferenças de preço.

Por isso é aconselhável ler com atenção as informações contidas no rótulo: as cápsulas de óleo de peixe devem ter uma alta concentração de ácidos graxos e o óleo de peixe deve ser livre de metais tóxicos.

Uma boa dica é tomar cuidado com produtos muito baratos e com baixa concentração de ômega 3.

Isso porque, para fazer efeito em sua saúde, será preciso tomar uma quantidade maior de cápsulas por dia. No fim das contas, seu custo será mais alto do que outro produto com maior concentração, o qual desempenha sua função com um número menor de cápsulas.

Se você está pensando em engravidar ou está na fase de gestação, este material foi feito pensando em você. E se você conhece alguma mulher nesta situação, compartilhe este material com ela! Compartilhar saúde é Vital!

Referências

Hernández-Díaz, S., Werler, M. M., Walker, A. M., & Mitchell, A. A. (2000). FolicAcidAntagonistsduringPregnancyandthe Risk ofBirthDefects. New EnglandJournalof Medicine, 343(22), 1608–1614.
Bernardi, J. R., Escobar, R. de S., Ferreira, C. F., & Silveira, P. P. (2012). Fetal and Neonatal Levelsof Omega-3: EffectsonNeurodevelopment, Nutrition, andGrowth. The Scientific World Journal, 2012, 1–8.
Muldoon, M. F., Ryan, C. M., Yao, J. K., Conklin, S. M., &Manuck, S. B. (2014). Long-Chain Omega-3 FattyAcidsandOptimizationofCognitive Performance. Military Medicine, 179(11S), 95–105.
Stamey, J. A., Shepherd, D. M., de Veth, M. J., &Corl, B. A. (2012). Use ofalgaeoralgaloilrich in n-3 fattyacids as a feed supplement for dairycattle. JournalofDairy Science, 95(9), 5269–5275.
https://americanpregnancy.org/pregnancy-health/omega-3-fatty-acids-faqs/
https://time.com/4535182/how-omega-3-fats-may-improve-fertility/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2621042/#B7
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