A partir do momento em que o médico diz “você está grávida”, a vida nunca mais é a mesma.

Só quem é mãe é capaz de compreender como esse sentimento toma conta de todo o ser. Mães são capazes de tudo para cuidar e proteger seus filhos.

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E esses cuidados começam logo durante a gestação. É fundamental que a futura mamãe tenha uma dieta saudável e equilibrada, afinal de contas o bebê irá receber todos os nutrientes através dela.

Mas o que fazer?

Além de seguir as orientações médicas, as mães podem começar a fazer uso do ômega 3, que é um ácido graxo que pode trazer inúmeros benefícios para elas e para os bebês.

Mas o que é o ômega 3?

O ômega 3 representa uma família de ácidos graxos essenciais que não podem ser fabricados no nosso organismo.

Eles se dividem em três tipos: ácido eicosapentaenoico (EPA) ácido alfa-linolênico (ALA), e o ácido docosahexaenoico (DHA).

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Para as grávidas, o DHA é particularmente importante Ele é essencial para o desenvolvimento do cérebro do bebê durante a gravidez.  

Nesse período a necessidade de ômega 3 aumenta, pois ele pode ser utilizado para auxiliar no crescimento do cérebro, processo que se torna acelerado especialmente na segunda metade da gravidez.

Estudos da Universidade de Bergen, da Noruega, mostraram que quando uma mulher grávida consome ômega 3, o desenvolvimento da criança melhora.

Outro estudo, estudo feito pela Harvard Medical School e pela Harvard Pilgrim Healthcare, constatou que o maior consumo materno de DHA durante a gravidez resultou na melhora da memória, reconhecimento visual e maiores índices de inteligência verbal nos bebês e crianças.

E mais: estudos publicados em “American Journal of Epidemiology”, demonstraram que os ácidos graxos ômega 3 são fundamentais para o desenvolvimento neurológico do feto e contribuem para que o bebê tenha um peso adequado ao nascer. Além disso, mulheres grávidas que consomem ômega 3 dão à luz a bebês com menor risco de alergias alimentares e eczemas.

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Benefícios mesmo após o nascimento

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E não é apenas durante a gravidez que os bebês são beneficiados pela ingestão do DHA pelas mães!

Estudos publicados em PudMed sugerem que a suplementação ou dieta com DHA tem efeito não apenas no desempenho escolar, mas também pode diminuir as chances de dificuldade de atenção e hiperatividade das crianças.

Outro estudo, da Universidade de Queensland, na Austrália, demonstrou que crianças no início da vida escolar com dificuldade de leitura melhoraram seus desempenhos com a suplementação de DHA. Além disso, a capacidade de soletrar manteve-se entre as crianças com suplementação de DHA, enquanto piorava no grupo placebo.

E como as grávidas podem consumir DHA?

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Existem duas formas: através de bons suplementos ou alimentos. O problema dos alimentos é que, para conseguir a quantidade de DHA diária suficiente, é preciso ingerir uma grande quantidade deles.

E não são alimentos muitos simples de preparar. Entre eles estão peixes como salmão selvagem, anchovas, arenque, sardinhas, nozes, sementes de linhaça, entre outros.

E mais: muitos peixes podem estar contaminados por metais tóxicos que são despejados nos oceanos todos os dias. Isso passa para o organismo através da cadeia alimentar.

Já os bons suplementos são uma forma prática e segura de consumir o ômega 3, que contém a quantidade necessária de ácidos graxos para o organismo, incluindo o DHA para as grávidas.

DHA de algas

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Outra opção para as gestantes é o DHA de algas, mais conhecido como Ômega de Algas, um suplemento de saúde derivado de algas que é frequentemente usado como uma alternativa vegana aos óleos de peixe.

A suplementação entre um a dois gramas de óleo de algas por dia pode elevar significativamente os níveis sanguíneos de DHA (ácido docosahexaenoico) no organismo.

E mais: o DHA de algas é bioequivalente ao DHA de óleo de peixe, ou seja, tem as mesmas propriedades benéficas para o organismo.

Então, se você está grávida ou planejando uma gravidez, converse com seu médico a respeito da suplementação com DHA! Isso pode contribuir para a sua saúde e do seu bebê!

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Referências
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Richardson, A. J., Burton, J. R., Sewell, R. P., Spreckelsen, T. F., & Montgomery, P. (2012). DocosahexaenoicAcid for Reading, CognitionandBehavior in ChildrenAged 7–9 Years: A Randomized, ControlledTrial (The DOLAB Study). PLoS ONE, 7(9), e43909.