Quem nunca sofreu com uma inflamação? É possível que, ao longo da sua vida, você já tenha sentido uma simples vermelhidão ou inchaço na pele. Mas, para algumas pessoas, esse quadro pode desencadear doenças mais graves como artrite, asma e até hipertensão e doenças cardíacas. Mas o que fazer?

A boa notícia é que existem alimentos naturais e suplementos que contêm o EPA (ácido eicosapentaenoico). Ele tem ação anti-inflamatória no nosso organismo, já que auxilia as reações enzimáticas responsáveis pela produção de prostaglandinas E3, uma substância que faz parte das nossas defesas contra as inflamações por ajudar a neutralizar a atividade inflamatória de outras moléculas semelhantes.

O EPA é um ácido graxo polinsaturado ômega 3 de cadeia longa que pode ser encontrado naturalmente em fontes marinhas, incluindo peixes de águas frias (anchova, salmão, atum, cavala, arenque), mariscos e algas marinhas, as quais são a fonte original, na cadeia alimentar, desse tipo de gordura. Também é possível obter este nutriente através de suplementos ou alimentos enriquecidos com ele.

Como o EPA pode te ajudar a combater as inflamações:

As inflamações estão muito ligadas a um grupo de moléculas chamadas eicosanoides. Atualmente, as empresas farmacêuticas disponibilizam vários remédios para o controle dessas moléculas no seu corpo. A aspirina é um bom exemplo disso. Mas você pode ingerir eicosanoides no seu corpo com a alimentação, ou seja, seu alimento pode ser seu remédio.

Vamos dar um exemplo: o óleo de milho e soja contêm muitas gorduras. Vamos supor que você comeu um saco inteiro de batatas fritas com esses óleos, nesse caso, você acabou de receber uma dose enorme de gorduras, muito mais do que seu corpo precisa por semanas. Já ouviu aquele ditado: “a diferença entre o remédio e o veneno é a dose”?  Isso se aplica aqui também. Pesquisas mostram que o americano médio consome cerca de 20 vezes mais destes óleos do que ele ou ela precisa e isso tem um enorme impacto nos eicosanoides percorrendo seu corpo.

epa-poderoso-aliado-contra-inflamacao1Então o óleo de milho e soja fazem mal?

Em termos. O problema é que, em excesso, essa substância pode contribuir para quadros infecciosos. Vamos explicar:  as gorduras são essenciais para nossa sobrevivência. Na maioria dos óleos de sementes de vegetais, elas se transformam em ácido linoleico (LA). Em nosso corpo, o LA é convertido por enzimas em ácido gama-linolênico (GLA). Então, outra enzima converte GLA em ácido di-homo gama linoleico (DGLA). O problema é que o DGLA pode atuar de duas maneiras: na primeira, ele pode dar origem à bons eicosanoides que controlam a insulina e coagulação do sangue. A segunda, dá origem ao ácido araquidônico ou AA, que é essencial para nosso corpo, mas em quantidade muito pequenas. Se o corpo estiver com níveis altos de AA, pode dar origem à inflamações e diminuição do fluxo sanguíneo.

E o que fazer?

O melhor é reduzir drasticamente o consumo de óleos de milho ou óleos de soja (vegetais) e aumentar o consumo de EPA. Tecnicamente falando, o EPA atua como um inibidor da enzima que converte DGLA em AA. Resumindo: mais EPA de óleo de peixe = menos AA = menos inflamação.

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E quanto ao azeite?

Ele tem o mesmo efeito negativo que o milho ou o óleo de soja? Não. O azeite contém gorduras monoinsaturadas (omega 9), que são neutras. Elas não se convertem em eicosanoides bons ou ruins. O mesmo vale para gorduras saturadas saudáveis, como o óleo de coco.
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Resumindo: uma boa alimentação é a chave para uma vida saudável. Para isso, diversifique sua dieta para que seu corpo receba todos os nutrientes necessários. Lembre-se que o exagero, mesmo de alimentos bons, pode ser prejudicial à saúde.

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