A ciência está constantemente expandindo nosso conhecimento sobre necessidades nutricionais durante a gravidez. Entre as mais recentes descobertas nesta área, está a importância do ácido graxo ômega 3, tanto para o desenvolvimento de um bebê saudável como para a saúde da mãe.

O ácido fólico é reconhecido como a primeira necessidade para as mulheres grávidas (ou para aquelas que estejam já pensando em uma gravidez), pela sua capacidade de reduzir o risco do bebê nascer com espinha bífida ou outros problemas no tubo neural.

Recentemente, os pesquisadores concluíram que os ácidos graxos ômega 3 podem ser igualmente importantes no desenvolvimento de um feto. Um estudo recente verificou que um tipo específico de ácido graxo ômega 3, o ácido docosa-hexaenóico (DHA), tem importante função no desenvolvimento do cérebro do bebê. Dois outros estudos sobre ácidos graxos ômega 3, descobriram que mulheres grávidas que consomem ômega 3 dão à luz a bebês com um menor risco de alergias alimentares e eczemas. Uma pesquisa feita anteriormente, sugeria que uma deficiência de ômega 3 poderia aumentar o risco de mães terem um parto prematuro.

EPA e DHA

Ômega 3 é uma família de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa que são nutrientes essenciais para a saúde e desenvolvimento. Infelizmente, estes ácidos graxos não são sintetizados pelo corpo humano e, por isso deve ser obtido através de dieta e suplementos.

No entanto, a dieta típica do brasileiro é muito carente de ômega 3. As pesquisas indicam que os ácidos graxos ômega 3 mais benéficos são EPA (ácido eicosapentaenóico) e DHA (ácido docosahexaenóico). Apesar de EPA e DHA trabalharem em conjunto no corpo, os estudos mostram que cada ácido graxo tem vantagens únicas.

EPA auxilia o coração, o sistema imunológico, e resposta inflamatória. DHA auxilia o cérebro, olhos e sistema nervoso central, e é por isso que é excepcionalmente importante para as mulheres grávidas e lactantes.

Por que o ômega 3 é importante?

A ingestão adequada de ômega 3 é essencial para manter a produção equilibrada dos hormônios, como as substâncias chamadas prostaglandinas. As prostaglandinas ajudam a regular muitas funções fisiológicas importantes, incluindo a pressão arterial, a coagulação do sangue, a neurotransmissão, as respostas inflamatórias e alérgicas, as funções dos rins e do trato gastrointestinal e a produção de outros hormônios.

Dependendo do tipo de ácidos graxos na dieta, certos tipos de prostaglandinas podem ser produzidas em grandes quantidades, enquanto outros não podem ser produzidos. Este desequilíbrio de prostaglandina pode conduzir a doenças. O papel do ômega 3 na produção de prostaglandinas pode explicar por que ele mostrou ser tão benéfico para a saúde, promovendo a prevenção de doenças cardíacas, melhorando a função cognitiva e a regulação da inflamação.

Altas doses de ômega 3 têm sido utilizados para tratar e prevenir as perturbações do humor, e novos estudos estão identificando seus potenciais benefícios para uma vasta gama de condições, incluindo o câncer, doença inflamatória do intestino e outras doenças autoimunes tais como artrite reumatoide e lúpus.

Os benefícios óleo de peixe

Os ácidos graxos ômega 3 se mostraram essenciais para o desenvolvimento visual e neurológico do bebê. No entanto, a dieta Ocidental padrão é severamente deficiente nestes críticos nutrientes. Esta deficiência dietética de ômega 3 é agravada, pois o feto utiliza ômega 3 para o seu desenvolvimento do sistema nervoso e as mulheres grávidas acabam tendo seu estoque esgotado.

Ômega 3 também é utilizado após o nascimento para a produção de leite materno. Com cada gravidez subsequente, as mães são ainda mais exauridas. A pesquisa confirmou que a adição de EPA e DHA à dieta de mulheres grávidas tem um efeito positivo no desenvolvimento visual e cognitivo do bebê. Os estudos mostraram também que um maior consumo de ômega 3 pode reduzir o risco de alergias em crianças.

Os ácidos graxos ômega 3 têm efeitos positivos sobre a própria gravidez, o aumento da ingestão de EPA e DHA tem se mostrado importante para prevenir o trabalho de parto precoce e diminuir o risco de pré-eclampsia. Deficiência de ômega 3 também aumenta o risco da mãe ter depressão, isto pode explicar porque a depressão pós parto torna-se pior e pode começar mais cedo em gestações subsequentes.

Quais os melhores alimentos fontes de EPA e DHA?

As melhores fontes de EPA e DHA são peixes de água fria, como salmão, atum, sardinhas, anchovas e arenque. Muitas pessoas estão – justificadamente – preocupadas com mercúrio e outras toxinas em peixes, especialmente durante a gravidez. Por esta razão, os suplementos de óleo de peixe purificados são frequentemente a fonte mais segura de EPA e DHA. A alta qualidade suplemento de óleo de peixe de um fabricante respeitável, oferece os benefícios de EPA e DHA sem o risco de toxicidade.

Considerações sobre segurança

Óleo de peixe de qualidade é seguro para ingestão durante a gravidez. O peixe fresco pode conter toxinas ambientais como o mercúrio, que se acumulam durante a sua vida útil. Estas toxinas podem ser praticamente eliminadas durante a fabricação e processamento do óleo de peixe, com o uso de matérias-primas de alta qualidade e um processo de refino avançado.